Preço de bolo: confira 3 dicas para cobrar o valor certo

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Quem trabalha na área de gastronomia nem sempre tem facilidade para precificar adequadamente o cardápio. Afinal, é preciso considerar diferentes variáveis para se chegar a um preço de bolo, por exemplo. Os ingredientes que foram gastos, tempo e consumo de gás são alguns dos fatores que devem entrar no cálculo. Do contrário, o dono do estabelecimento só terá prejuízos.

Claro que cobrar um preço excessivo pelo seu bolo também não vai ajudar, pois os clientes sabem identificar quando o valor é abusivo, e a consequência será baixa nas vendas. Por isso, é importante saber calcular um preço justo, tanto para que o empreendedor tenha lucro quanto para que os clientes se sintam satisfeitos com o que é pago.

E para ajudar quem tem dúvidas sobre o tema precificação de bolos, abaixo, listamos 3 dicas para se aprender a cobrar o valor certo. Confira!

1. Calcule o valor dos ingredientes usados

O básico é começar calculando os ingredientes que foram usados na receita, o que inclui a massa, recheio e cobertura. Com a ficha técnica do produto, ou seja, todos os ingredientes especificados, é preciso encontrar exatamente o valor de cada um deles, de acordo com a quantidade usada.

Nessa hora, uma calculadora será muito importante para não se ter erros de cálculos. Para saber o preço da farinha usada, por exemplo, considere o quanto você pagou pelo quilo do ingrediente.

Se 1 kg de farinha custa R$3,00 e você usou 300 gramas dela para fazer um bolo, comece descobrindo quanto custa o grama da farinha com a seguinte conta: 3 (preço)/1000 (quantidade que vem no pacote).

O resultado será R$0,003 por grama de farinha e, se você considerar 300 gramas usados para o bolo, o valor gasto será de R$0,90. Essa conta básica serve para o cálculo de todos os ingredientes e você deve fazer isso para tudo o que foi usado para a confecção do bolo, como farinha, açúcar, chocolate em pó, fermento em pó, leite condensado, entre outros.

2. Inclua os custos extras

Os custos extras já não são tão fáceis de serem calculados como os ingredientes. No entanto, é possível chegar a um número. Esses custos se referem ao gás, eletricidade, embalagens, entrega e à sua hora de trabalho. Para simplificar essa etapa, alguns empreendedores costumam aumentar entre 10% a 20% o valor do bolo para cobrir gastos de eletricidade e água.

Já quanto à sua hora de trabalho, é você quem deve definir o valor dela. Considere que cada tipo de bolo vai demandar mais ou menos horas de trabalho, por isso, é importante definir o quanto vale a sua hora. Já as embalagens não serão um problema, já que você as compra prontas e só precisa incluir o valor. Quanto ao frete, vai depender se você tem um funcionário próprio para essa função ou precisa contratar terceiros.

3. Determine um preço justo

Depois de analisar todos os fatores acima, é preciso chegar a um preço justo, que não vai deixar você no prejuízo, nem o consumidor descontente. Além do mais, lembre-se de que, se você usa somente ingredientes de alta qualidade, o consumidor perceberá esse detalhe no produto final, e você terá como justificar um preço mais elevado do que a média do mercado, por exemplo.

Além disso, recomenda-se acrescentar cerca de 5% no preço final para cobrir gastos que nem sempre são visíveis, como o uso que desgasta os seus utensílios. Com esses cuidados, não tenha dúvidas de que você conseguirá chegar a um preço de bolo justo!

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