Ao mesmo tempo em que são condenadas por médicos e nutricionistas, as frituras são quase unanimidade no paladar dos brasileiros. Coxinha, batata frita, pastel, bolinho de chuva… São tantas as delícias que fica mesmo difícil resistir!

Quando mergulhados em óleo quente, os alimentos adquirem uma textura crocante e muito saborosa, e é por isso que as frituras são tão apetitosas. A parte ruim é que isso também aumenta o índice calórico e as taxas de colesterol — daí as recomendações dos especialistas de evitar as frituras.

No entanto, consumindo com moderação e tomando alguns cuidados, é possível fritar alimentos sem abrir mão da saúde e da boa forma. Continue a leitura deste post e confira as nossas dicas!

Preste atenção no tipo de óleo

Os óleos que se mantêm mais estáveis em altas temperaturas são os mais indicados para fritar alimentos. Algumas opções são o óleo de dendê e o óleo de coco, que não perdem as propriedades nem se transformam em gordura ruim se aquecidos até 180 graus.

A desvantagem desses óleos é que eles conferem um sabor característico ao alimento, e essa pode não ser uma boa opção, dependendo do prato preparado. Nesse caso, pode-se optar por óleo de girassol, óleo de soja e óleo de milho, sempre dando preferência para os não transgênicos.

Tome cuidado com a temperatura

Nunca é aconselhável fazer uma fritura acima de 180 graus. Se o óleo se queimar, mudar de cor ou se soltar fumaça, é produzida uma série de compostos químicos e toxinas prejudiciais à saúde, como a acroleína, que é altamente cancerígena.

Uma dica ao fritar alimentos é utilizar um termômetro e também uma panela de fundo grosso, que ajuda a controlar a temperatura.

Escolha o tipo certo de fritura

Existem dois tipos de frituras mais utilizados, com diferentes objetivos e resultados. A fritura de imersão é a mais tradicional e é utilizada para preparar salgados, por exemplo. Caso seja a opção escolhida, é preciso colocar na panela bastante óleo e optar por aqueles que aguentam temperaturas mais altas.

Já a fritura de contato é utilizada, por exemplo, para grelhar bifes e dourar vegetais. Nesse caso, pode-se utilizar azeite e manteiga, mas é preciso manter a temperatura mais baixa: até 140 graus.

Para evitar que a manteiga queime rapidamente, uma dica é adicionar um fio de óleo vegetal ao levá-la ao fogo.

Capriche na quantidade de óleo

Fazer frituras com muito óleo encharca o alimento? Nada disso! Na fritura por imersão, é necessário colocar bastante óleo para que ele não esfrie.

Ao colocar um alimento em uma boa quantidade de óleo quente, é formada uma crosta, que impede que a gordura passe para o interior do alimento.

Se a panela estiver com pouco óleo, ao colocar batatas congeladas, por exemplo, o óleo esfria, e aí sim elas ficam encharcadas. A mesma regra vale para salgados e outros alimentos fritos.

Comece você mesmo a fritar alimentos

Uma maneira eficaz de garantir a qualidade da fritura consumida é sempre preparar os alimentos em casa.

Ao comprar um lanche, não há como ter a garantia de que todos os cuidados foram tomados para garantir uma fritura saudável. Os alimentos congelados também nem sempre são uma boa opção, pois podem conter a temida gordura trans.

Outro aspecto importante é: não reutilize o óleo das frituras. Afinal, quanto mais tempo ele passa sendo aquecido, mais toxinas libera. Com essas dicas é possível fritar alimentos deliciosos sem deixar de cuidar da saúde.

Gostou do post? Então confira este artigo e saiba como reduzir o desperdício de comida no seu restaurante!