O chocolate é um dos principais ingredientes da confeitaria e um dos mais apreciados do mundo. Apesar de só ter começado a ser comercializado massivamente em meados do século XIX, milhares de receitas foram desenvolvidas e alguns países se especializaram na produção desta iguaria.

Sendo o cacau um fruto tipicamente tropical, nos causa estranhamento o status dos chocolates europeus, em especial o chocolate belga, como melhores do mundo.

O cacau é originário da América Central e os habitantes não o consumiam como chocolate, mas como uma bebida de sabor amargo. Com a chegada dos colonizadores, as sementes foram levadas à Europa, onde foi desenvolvida a receita que conhecemos hoje e os cacaueiros se espalharam pela América do Sul e pela África.

No Brasil, a produção se concentrou primeiramente no sul da Bahia e, mais tarde, na Amazônia e no Espírito Santo. O país é o 5º produtor mundial, mas só recentemente tem desenvolvido produtos gourmets, de qualidade comparável aos belgas.

Mas será que há uma razão para a fama dos produtos da Bélgica ou ela é somente resultado de marketing?

1. Tradição com excelência

A Bélgica é uma das pioneiras na fabricação do chocolate. O produto sempre teve uma aura de nobreza e sofisticação e, por isso, foram desenvolvidas as melhores técnicas para agradar os paladares mais exigentes.

Com isso, o país já detém mais de 100 anos de conhecimento das práticas para a obtenção do melhor chocolate.

2. Qualidade do cacau

O cacau utilizado na produção do chocolate belga vem de várias partes do mundo, mas há um rígido controle da sua qualidade. Normalmente, o processamento das sementes fica a cargo do fabricante, que define os critérios de cada etapa.

Há um rigoroso controle de origem e, muitas vezes, é possível encontrar chocolates feitos com cacau de uma região específica. Nestes casos, o conjunto de características do clima e do solo que influenciam os sabores e os aromas, também chamado de terroir, fazem toda a diferença.

3. Controle da composição

Existem legislações específicas para a fabricação do chocolate. Na Bélgica, o percentual de cacau mínimo é muito mais alto do que no Brasil, o que garante maior intensidade de sabor.

Enquanto aqui os fabricantes podem acrescentar gorduras hidrogenadas e óleos vegetais para baratearem os custos, na Bélgica, 70% do volume da barra de chocolate é proveniente da massa de cacau (cacau puro e manteiga de cacau).

4. Preparo cuidadoso

Se você já se deliciou com um chocolate belga, sentiu que ele derrete na boca! E não é a toa! Outras partes da fabricação também são regulamentadas para a garantia de um produto de alta qualidade.

Uma delas é a trituração, que faz com que o chocolate tenha uma textura lisa, sem a presença de grãos. Esse cuidado produz chocolates muito mais sedosos e homogêneos.

5. Formas de uso

O paladar europeu reconhece o chocolate como um alimento especial. Aqui no Brasil, ele está muito associado a doces e a sobremesas. Isso faz com que a nossa indústria adicione muito mais açúcar à sua composição.

Quando este chocolate é usado na confeitaria, o doce é predominante sobre o cacau. O chocolate belga, tradicionalmente mais intenso e com mais cacau, sai na frente mais uma vez na elaboração de receitas, oferecendo resultados melhores.

A indústria nacional está se desenvolvendo, junto ao paladar do brasileiro, para proporcionar produtos com cada vez mais qualidade. Já existem marcas premium que fazem bonito, mas que ainda não são largamente utilizadas.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre o chocolate belga? Então, deixe seu comentário!