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A culinária japonesa já faz parte do cardápio do brasileiro. Em meados dos anos 2000, houve um acréscimo considerável no número de temakerias e de restaurantes que têm como principal atrativo os cortes de peixes crus e bolinhos de arroz (como sushi, hossomaki, uramaki e hot roll).

Aos poucos, outros restaurantes foram incluindo as delícias do cardápio do País do Sol Nascente em seu menu, porém, para realizar a entrada da cultura oriental na gastronomia brasileira, é preciso de estratégia e de conhecimento.

Conheça aqui algumas dicas para inserir a comida japonesa no seu restaurante e para ampliar seu faturamento.

Pesquisa

Antes de sair contratando um sushiman e adquirir quilos e mais quilos de peixes, é fundamental que seja feita uma análise de mercado e de quais serão os impactos com a inclusão dos novos itens.

Faça uma pesquisa de opinião junto aos clientes e observe sua clientela. A comida japonesa faz muito sucesso entre jovens e adultos na faixa dos 30 aos 50 anos. Pessoas mais velhas, que enraizaram sua cultura gastronômica antes da chegada das iguarias japonesas, são mais resistentes aos pratos orientais, por isso, é bom ficar de olho em qual faixa etária está estruturado seu público.

Mas lembre-se que gosto não é regra — nem toda pessoa acima dos 50 não come comida japonesa e nem todo jovem come.

Mão de obra

Para disponibilizar comida japonesa no restaurante, o estabelecimento precisa de alguém com técnica para montar os pratos. Apesar de serem comidas rápidas, muitas delas sem necessidade de cocção, a montagem dos pedidos requer mãos habilidosas para cortar os peixes e enrolar os sushis.

É preciso contar com um cozinheiro que tenha feito curso de sushiman ou então algum profissional que já tenha experiência na montagem. Sushis muito grandes ou temakis que desmontam espantam os clientes mais exigentes.

Além do mais, a tradição japonesa exige boa apresentação: quanto mais fino é o corte, mais delicada é a montagem e maior é a qualidade do produto final.

Infraestrutura

Não é preciso virar um restaurante temático, mas o estabelecimento que se preze a oferecer a culinária japonesa deve preparar a instalação de uma praça fria para posicionamento dos sushis e sashimis, além de um freezer com expositor de vidro no qual os clientes podem observar as condições da carne do peixe e seu frescor.

Lembre-se que a carne crua do peixe possui um odor muito característico e, por isso, o restaurante deve contar com um bom sistema de ventilação. Junto com a praça e o freezer, há todo o restante do equipamento do cozinheiro, como esteiras de bambu e facas especiais para sashimi.

Cardápio

Quais pratos não podem faltar? Essa pergunta vai depender muito de como está estruturado o restaurante atualmente. Um restaurante por quilo deve investir na confecção de diversas peças de sushi, sashimi, hot rolls, niguiris, hossomakis e uramakis. Assim, os clientes completam seus pratos com quantos itens acharem melhor.

Se a sua casa é à la carte, investir em um point de temakis pode ser uma ótima opção para quem quer comer uma comida japonesa mas não dispõe de tempo para todo o ritual ou não quer misturá-la com outros pratos. Os temakis são de produção simples e possuem diversas opções de recheios.

Essas são algumas orientações para inserir pratos da culinária japonesa no seu cardápio. Abrir restaurante nem sempre é fácil, por isso, muitas vezes, os empreendedores preferem oferecer mais opções em um único salão a inaugurar um outro espaço com culinária segmentada.

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