As_3_principais_formas_de_precificacao_de_produtos_e_servicos
Adotar os critérios corretos ao se precificar um produto é um grande desafio para muitos empreendedores. É algo que, se realizado de forma incorreta, pode acarretar em perda de competitividade ou prejuízo. No entanto, quando pensado de maneira certa, tende a trazer muitos benefícios rápidos e significativos.

Dessa forma, é possível pensar em algumas formas de adotar critérios de precificação. Por exemplo, analisar os preços da concorrência pode ser uma forma. O que não quer dizer que seja a ideal. Outra maneira, certamente mais segura, de precificar é adotando critérios técnicos. Com isso, todos os itens que fazem parte da composição do preço são considerados.

Acompanhe esse post e veja que isso é relativamente simples. Vamos lá?

Como precificar tecnicamente?

Antes de começar a descrição da precificação técnica, é interessante pontuar que a forma de análise de preços a partir da pesquisa da concorrência não é incorreta. Pelo contrário, é muito necessário que se busque informações a respeito dos valores que os concorrentes praticam. Mas, isso deve ser um fator a ser considerado e não a única referência.

Partindo disso, é bom ter em mente que a arte de precificar se baseia em matemática simples.  Preço de venda = custos + despesas + lucro.

Preço

O preço de venda nada mais é que o valor pelo qual o produto será vendido. É aquela exata quantia de dinheiro que será paga pelos clientes quando realizarem a compra.

Custos

Os custos dizem respeito ao que é fundamental na hora de produzir um produto. O dinheiro gasto no que é indispensável entra nesse item.

Despesas

As despesas são gastos secundários, mas que devem ser considerados no momento de se desenvolver um produto

Lucro

O que vem por último é o lucro. Sim: por último! É o fator mais esperado por todo empreendedor. Mas ele deve ser adotado depois que todos os outros fatores foram considerados. Nesse caso, principalmente, é sempre bom verificar a concorrência.

Elencados os critérios de precificação, é necessário lembrar que todo o dinheiro gasto deve ser considerado. Sem exceção! Impostos, salários, pró-labore, transporte. E somente por último o lucro deve ser estabelecido.

Como colocar a mão na massa?

A parte conceitual é muito importante, mas é igualmente necessário saber como aplicar.

Antes disso, é interessante enfatizar que, mesmo existindo os critérios de precificação, o raciocínio para saber o que é custo ou despesa não precisa ser algo muito complicado ou mesmo inflexível.

Às vezes, uma despesa pode parecer um custo e vice-versa. Isso gera dúvidas, de fato! Mas, se isso não altera o valor final do preço de venda, não há necessidade de gastar horas se preocupando com isso. O fundamental na soma dos valores é não esquecer ou ignorar gastos. O importante é evitar prejuízos. Simples assim!

Que tal um exemplo?

Na fabricação de uma pizza, por exemplo, há muitos gastos. Vamos considerar alguns itens nessa fabricação.

Nos custos, devem ser englobados todos os ingredientes para fazer a massa, por exemplo. Além disso, deve-se incluir o salário do pizzaiolo, pois é o profissional responsável pela elaboração do produto.

Mas, há um raciocínio que deve ser aplicado nesses dois quesitos. Ele se baseia em como englobar os valores dos produtos necessários da elaboração da pizza e do trabalho do profissional.

Nesse caso, leva-se em consideração as proporções. No caso dos produtos, o que deve ser considerado é a quantidade. Em se tratando dos valores gastos com o profissional, deve-se ater ao tempo.

Na prática, as duas perguntas que devem se feitas:

  1. Quanto de cada ingrediente é necessário para a elaboração do produto? Por exemplo, se nessa receita são necessários três ovos e a dúzia estiver a R$ 2,00, o custo desse ingrediente fica em R$ 0,50;
  2. No caso do pizzaiolo, como alocar os valores das horas de trabalho nos custos da pizza? O montante salarial deve ser sempre dividido por 220 — este número corresponde à quantidade de horas trabalhadas por mês. Com isso, se este profissional recebe R$ 1200,00 mensais, deve-se incluir o valor de R$ 5,45 (1200 ÷ 220 = 5,45) em cada pizza.

Esses dois valores devem ser somados aos custos, pois a preparação das pizzas depende desses itens. Para acrescentar, suponha, que o negócio seja de uma pizzaria delivery. Nesse caso, deve-se considerar o trabalho dos motoboys.

O valor das horas desses profissionais deve ser alocado nas despesas, já que não dizem respeito a fabricação do material, mas à entrega. Mas, da mesma forma que o pizzaiolo, toma-se o valor do salário mensal, dividindo-o por 220. A diferença consiste em onde alocar o gasto. Percebe? O pizzaiolo nos custos. Os motoboys nas despesas.

Por fim, o lucro deve ser tomado com base em uma margem. Pretende que seja de 30%? Basta somar os valores dos custos e das despesas e multiplicar por 0,3. É importante salientar que a prática desses valores deve ser consciente. Se estiver muito abaixo, pode acarretar prejuízos. Se for muito alto, pode espantar os fregueses.

No final, basta listar os valores (custos, despesas e lucros) e somá-los. Com isso, você obtém o valor do preço de venda.

Parece um pouco trabalhosa a análise dos itens necessários para precificar, certo? Mas está nas suas mãos. Com um controle simples, tudo pode ser feito corretamente, evitando dores de cabeça desnecessárias.

E na sua empresa, como são adotados os critérios de precificação? Aproveite para comentar em nosso blog!